“Segundo a imagem daquele que o criou...” Colossenses 3:1-17
I. Á Imagem De Deus
Deus nos criou à sua imagem e semelhança, a fim de refletirmos Seu caráter e sua capacidade afetiva, cognitiva e volitiva. Logo, as pessoas, ao olharem para nós, devem ver a imagem de Deus presente em cada uma de nossas escolhas e ações, do nosso sentir, falar, agir e desejar.
Somos embaixadores de Cristo e, como tal, devemos apresentar-nos de maneira irrepreensível, santificando o nosso corpo, a nossa alma e o nosso espírito, para que reflitamos o caráter de Deus. Para isto, precisaremos viver de modo diferente dos padrões mundanos. É importante a nossa vida estar de acordo com o padrão divino, revelado em sua Palavra, a fim de que cumpramos o propósito para o qual Ele nos criou e herdemos a vida eterna.
Precisamos produzir em nós o fruto do Espírito Santo; agir com benignidade, mansidão, perseverança, temperança, fidelidade, amor e misericórdia, refletindo em nossas atitudes a graça e a beleza de Deus, a fé, a expectativa e o otimismo, mesmo diante de momentos de adversidades.
Assim o que Paulo disse em Gálatas 2.20 se cumprirá em nós: “já estou crucificado com Cristo; e vivo não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé do filho de Deus, o qual me amou e se entregou a si mesmo por mim.”
II. O homem como ministro de Deus na terra
O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus com o propósito de que tivesse comunhão com o Eterno Deus e fosse seu ministro na terra.
O homem não foi criado para estar em conflito com Deus ou com as suas criaturas, e sim para viver em união e harmonia com todos. O eterno Deus abriu-se a uma comunhão completa com o homem, a fim de que este pudesse governar e reinar com ele na terra como autêntico representante Seu aqui. O homem foi investido de autoridade, domínio e amor divinos para ser ministro desde o dia em que foi criado até a eternidade. Estava destinado a ser um rei e sacerdote, um ministro de Deus desde o princípio.
No entanto, por um ato de vontade própria, o homem rompeu a sua comunhão com Deus quando lhe desobedeceu, caindo na armadilha mortal de Satanás (Gn. 3). Ao pecar, o homem conscientemente se rebelou contra Deus e contra o seu plano original. Deus então concebeu um novo plano: “Se pela transgressão de um só a morte reinou por meio dele, muito mais aqueles que recebem de Deus a imensa provisão de graça e a dádiva da justiça reinarão em vida por meio de um único homem, Jesus Cristo (...). Logo, assim como por meio da desobediência de um só homem muitos foram feitos pecadores, assim também, por meio da obediência de um único homem muitos serão feitos justos” (Rm. 5,17,19)
III. Nosso Eterno Pai é um Deus Com Objetivos, Propósitos, Planos e Desígnios
Pelo pecado, Adão trouxe a morte ao mundo, mas pela morte e ressurreição do Último Adão, JESUS CRISTO, o homem teve o seu relacionamento e a sua comunhão com Deus restaurados. E agora, por meio de Jesus, pode usufruir das bênçãos que tinha antes de pecar, inclusive o dom da imortalidade.
Por intermédio de Jesus Cristo, somos feitos à imagem de Deus, aperfeiçoados e habilitados a ser seus ministros e sacerdotes. Por meio de Jesus Cristo, recebemos a mesma autoridade e a mesma unção que foram outorgados ao primeiro homem, e estamos capacitados a enfrentar Satanás e suas forças demoníacas. Temos o poder do primeiro Adão para defender-nos contra as tentações e os ataques de Satanás.
Como filhos do Deus Altíssimo, devemos assumir a nossa posição, usando a autoridade delegada por Cristo para nos tornar seus ministros, resgatando assim o propósito original da criação do homem.
IV. Não importa quem Somos, e sim quem Deus quer fazer de nós (MT. 28.19,20)
Talvez você esteja pedindo a Deus que o use, querendo saber o que tem a oferecer ao Senhor, o que pode fazer por Ele. Se meditarmos sobre o grupo de pessoas com quem Jesus estava falando, aprenderemos que realmente somos “ministros” importantes para Deus.
Jesus teve que repreender os discípulos publicamente por sua dúvida e pela falta de fé. Eles haviam dormido enquanto Jesus orava e o haviam negado enquanto ele estava na cruz. Esconderam-se enquanto ele sangrava, não acreditaram na ressurreição e se recusaram a crer que Ele havia ressuscitado, mesmo tendo ele previsto que isso aconteceria. Agora a realidade da ressurreição era confirmada por dois anjos e pelo próprio Senhor.
Se fosse hoje, esse grupo de discípulos jamais seria ordenado obreiros por alguma igreja ou organização cristã. No entanto, algo incrível aconteceu. Jesus fez o que apenas Deus é capaz de realizar, não o que pastores e líderes fariam.
Após repreender os discípulos Jesus não hesitou. Não ficou prolongando o seu discurso. Imediatamente após dizer aquelas palavras, olhou para o mesmo grupo de discípulos e ordenou: “vão pelo mundo e preguem o evangelho” (Mc. 16.15)
Precisamos entender o motivo por que Jesus conferiu àqueles homens essa grandiosa tarefa, apesar da natureza humana e dos fracassos deles. QUANDO FITAVA AQUELES HOMENS, JESUS NÃO VIA QUEM ELES ERAM, E SIM QUEM PODIAM SER. Não são as nossas realizações passadas que Deus enxerga nem nossos fracassos, nossas dúvidas ou nossa descrença. Ele vê aquilo que pode realizar em nós. Não importa quem somos nem o que possuímos, e sim o que Ele pode fazer de nós.
A igreja de Cristo foi gerada a partir de demonstração do poder do Espírito Santo por meio da vida e do ministério de homens e mulheres como nós. É certo que os olhos deles não miravam suas fraquezas e seus fracassos, e sim o poder e a graça de Deus e de sua Palavra.
Quando lemos a Bíblia, verificamos que os grandes heróis da fé, que derrotaram reinos, eram pessoas como nós. Experimentaram fracassos, cometiam os mesmos erros, tinham as mesmas fraquezas, as mesmas dúvidas, os mesmos problemas, as mesmas dificuldades e as mesmas tentações que nós. No entanto, QUANDO DEUS OLHA PARA NÓS, NÃO ENXERGA COMO SOMOS. ELE VÊ AQUILO EM QUE PODE TRANSFORMAR-NOS! ALELUIA!
Quando eu tinha quinze anos Deus me encontrou em um orfanato maçônico e me retirou de lá para realizar seus propósitos através da minha vida. Ele confiava no que podia realizar através de mim e não em quem eu era!
Deus nos permite perceber a sensação de Jesus no episódio em que Ele entra naquele aposento onde os Onze apóstolos estavam reunidos, após a ressurreição. Depois de uma leve repreensão pela dureza de coração e pela descrença que haviam demonstrado, Cristo muda completamente o discurso. Ele olha para o grupo de discípulos duvidosos, descrentes e temerosos e ordena que ministrem em seu nome, com a sua autoridade e seu poder.
Os discípulos eram humanos, mas Deus lhes conferiu uma tarefa, e eles a realizaram.
O Espírito Santo diz a todos nós, hoje: “não importa quem você é, e sim o que pode realizar se estiver nas mãos de Deus”. O Senhor não depende de nossa fé ou de nossa espiritualidade. Apenas conta com o que pode realizar se estivermos dispostos a entregar-nos totalmente em suas mãos, como somos e exatamente como estamos. Então seguiremos adiante, em seu poder, para cumprir a tarefa : “Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho (...) Estes sinais acompanharão os que crerem...” (Mc 16.15,17). (vídeo do garoto Logan).
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