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Quinta-Feira, 09 Fevereiro de 2012

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JESUS SELOU A NOVA ALIANÇA COM O PRÓPRIO SANGUE

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Hebreus 9:11-14


Como mediador da Nova Aliança, Jesus estabeleceu os termos, as condições e as promessas desse acordo e intercedeu por todos os que iam crer e firmar essa aliança com ele.

O tempo designado pelo Pai havia chegado. Jesus selaria para sempre a Nova Aliança com o próprio sangue (Mt. 27.27-56).

Jesus se ofereceria como o único e perfeito Sacrifício necessário para homologar e validar legalmente a Nova aliança.

Depois de entoar um último cântico, Jesus seguiu para o monte das Oliveiras, onde se entregou aos guardas dos principais sacerdotes (Jo. 18.3). O Filho de Deus, o Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, foi levado como um cordeiro mudo para o matadouro (Is. 53.7).

Os seus inimigos o ridicularizaram. Arrancaram-lhe a barba. O sangue escorreu. Chicotearam as suas costas até não mais aparentar ser carne humana. O sangue escorreu. Forçaram uma coroa de espinhos em sua fronte. O sangue escorreu. Prenderam as suas mãos e pés na cruz com cravos. O sangue escorreu. Penduraram-no na cruz, divertiram-se às suas custas, riram e o ridicularizaram.

Trevas cobriram a terra. Durante três horas, ele ficou pregado à cruz, em extrema agonia. Ninguém tirou a sua vida. Ele se ofereceu espontaneamente para ser morto em nosso lugar. Finalmente, com um grito, entregou o espírito ao Pai e morreu.

Um soldado romano furou o seu lado. O sangue escorreu.

Naquele dia, Deus estabeleceu uma nova aliança eterna de sangue com a humanidade e a selou para sempre com o sangue de seu próprio Filho!

Por mais de mil anos, Israel sacrificou um cordeiro na Páscoa e ofereceu o sangue do animal sobre o altar. Naquele dia, ao ser erguido na cruz, Jesus tornou-se o Cordeiro pascal. O seu sangue foi derramado e se tornou um rio purificador, uma corrente de vida! O sangue derramado rompeu as cadeias da escravidão do pecado, que mantinha o ser humano cativo desde os tempos de Adão! Esse sangue nos proporciona uma liberdade gloriosa! E o mesmo sangue selou para sempre e tornou válidas todas as promessas da Nova Aliança!

À medida que o sangue do cordeiro de Deus era derramado na cruz, no Templo, os cordeiros pascais ainda estavam sendo sacrificados, um para cada família de Israel. De acordo com um censo realizado por um sumo sacerdote da época, estima-se que mais de 250 mil cordeiros foram mortos durante a cerimônia da Páscoa.

Procure visualizar a cena naquele dia, no Templo. O forte cheiro de sangue permeava o ar. O balido dos cordeiros assustados esperando para serem sacrificados misturava-se à voz das pessoas  que, lideradas pelos levitas, cantavam hinos de louvor.

Os sacerdotes, vestindo um manto branco, colocados em duas filas ao lado do altar, seguravam bacias de ouro e prata. O chefe da família cortava a garganta do cordeiro para o sacrifício, e um dos sacerdotes colhia o sangue com a vasilha, que era passada pela fileira de sacerdotes até que o sangue era lançado sobre o altar. Este fluía por drenos e escoava por debaixo do Templo.

Imagine o sangue de mais de 250 mil cordeiros mortos naquele dia. Deus disse a Moisés: “A vida da carne está no sangue, e eu o dei a vocês para fazerem propiciação por si mesmos no altar; é o sangue que faz propiciação pela vida” (Lv 17.11).

Tente vislumbrar o sangue derramado e espargido sobre o altar e sobre o piso de mármore. O sangue dos cordeiros pascais representava a própria vida do Messias, que Deus enviaria para libertar a humanidade do pecado.

Era uma ocasião jubilosa. Um dia de celebração, em que os israelitas entoavam cânticos de louvor a Deus por terem sido libertos do cativeiro no Egito, aguardando o dia glorioso que estava por vir.

O sangue de 250 mil cordeiros derramado sobre o altar naquele dia e de todos os sacrifícios derramados desde os dias de Moisés não era suficiente para libertar as pessoas do cativeiro do pecado. No entanto, naquele dia, do lado de fora dos portões da cidade, o sacrifício Único e perfeito foi oferecido a Deus, de uma vez por todas! Aleluia!

Jesus, o Sumo Sacerdote, e Mediador da Nova Aliança, entrou no Santíssimo e derramou o seu sangue sobre o altar de Deus. Oh! Glória! Aplaude a Jesus  agora, bem forte!

“O tempo oportuno chegou quando Cristo veio como Sumo Sacerdote dos benefícios agora presentes. Ele adentrou o maior e mais perfeito tabernáculo, não feito pelo homem, isto é, não pertencente a esta criação material. Não por meio de sangue de bodes e novilhos [pelo qual se fazia reconciliação entre Deus e o ser humano], mas pelo próprio sangue, ele entrou no Santo dos Santos [no céu], de uma vez por todas, e obteve eterna redenção [por nós]” Hb 9.12.

Suando Jesus morreu, trevas cobriram a terra. O chão tremeu violentamente, e o grande véu do Templo, que protegia o Lugar Santíssimo, rasgou-se em dois.

Por meio daquele único sacrifício – o seu corpo ferido e o seu sangue derramado -, Jesus removeu o véu que nos separava de Deus e nos concedeu acesso direto à presença do Pai.

Com aquele único sacrifício, todo o pecado daqueles que crêem em Jesus foi cancelado para sempre. Não há absolutamente mais nada que precise ser feito para assegurar a nossa aliança eterna com Deus. Não é necessário mais nenhum sacrifício. A obra foi consumada! Aleluia!

“Quando este sacerdote [Cristo] acabou de oferecer um único sacrifício pelos pecados [que vale para todo o sempre], ele assentou-se à direita de Deus. Daí em diante, ele está esperando até que seus inimigos sejam colocados como estrado de seus pés. Porque, por meio de um único sacrifício, ele aperfeiçoou para sempre os que estão sendo santificados” (Hb 10.12-14.

O sangue que fluiu do corpo de Jesus aboliu completamente a Antiga aliança e estabeleceu a Nova Aliança, com todas as promessas!

No templo, o povo judeu participou do sacrifício cerimonial da Páscoa. Todos louvaram a Deus pela libertação que viria. No entanto, não perceberam o corpo ensangüentado do Cordeiro de Deus, o sacrifício perfeito que o Senhor providenciou para libertá-los do pecado e da maldição da Lei.

Não perceberam que o dia de libertação havia chegado. Não conseguiram ver que estavam livres! Fracassaram em perceber tudo que Deus providenciara para eles na Nova Aliança.

Você pode perguntar-se: “Como os judeus podiam estar tão cegos? Como é possível que vissem o corpo de Jesus e não o reconhecessem como o Cordeiro de Deus, como seu Redentor, o seu Libertador? É difícil imaginar como podiam estar tão cegos. Entretanto, na Igreja de hoje, muitos crentes também estão sofrendo de cegueira espiritual: não reconhecem a Jesus como o Mediador da Nova Aliança.

Como os judeus que celebraram a Páscoa, esses crentes vêem o corpo ensangüentado de Jesus, mas não se dão conta de que o seu sacrifício foi suficiente para suprir todas as suas necessidades.

Por não conhecerem tudo que Deus providenciou na Nova aliança, tais crentes não conseguem manter um relacionamento íntimo com o Pai nem participar de suas bênçãos. Admitem que o sacrifício de Jesus foi suficiente para o perdão de  pecados, mas não para suprir suas outras necessidades.

Cristo hoje está com suas mãos estendidas, dizendo: “Tomem, comam! Este é o meu corpo, que foi partido por vocês. Tomem, bebam o meu sangue, que foi derramado por vocês!”.

Ele preparou a refeição e nos convida a cear com ele. Participar da aliança não é apenas uma cerimônia externa, como os rituais da Páscoa que os judeus observavam. É uma aliança de sangue, na qual nos apropriamos diariamente das promessas à nossa disposição por meio da oferta de sacrifício do corpo ensangüentado de Cristo.

Jesus explicou aos judeus: “Eu lhes digo a verdade: Se vocês não comerem a carne do Filho do homem e não beberem o seu sangue [o poder salvador], não terão vida em si mesmos. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue tem [passa a possuir] a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Todo aquele que come a minha carne e bebe o meu sangue permanece em mim e eu [da mesma maneira habito continuamente] nele. Da mesma forma que o Pai que vive me enviou e eu vivo por causa [por meio] do pai, assim aquele que se alimenta de mim [por sua vez] viverá por minha causa. Este é o pão que desceu dos céus. Os antepassados de vocês comeram o maná e morreram, mas aquele que se alimenta deste pão viverá para sempre” (Jo. 6.53-58).

Jesus ofereceu a si próprio com sacrifício, verteu seu sangue para que pudéssemos firmar uma aliança com Ele. O seu sangue – a sua vida – flui através de nós! Assim, por meio do compartilhamento contínuo de sua carne e de seus sangue, temos vida em abundância.
Última atualização ( Dom, 07 de Dezembro de 2008 22:38 )  
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